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`·.·-.* DePoIs Do CoMeÇo *.-·.·´¯

Quinta-feira, Novembro 5

"O que estava eu fazendo"


foto do meu balão na sacada
"Que estava eu fazendo?" -
Certa vez lendo mais um livro, da Senhora Lispector me entusiasmei com essa frase acima! Isso mesmo, diante de um livro inteirinho, uma única frase foi aprazível, que me fez sentir "vagalhões de mudez"...
Além de tentar parar o tempo e perceber o quê ando fazendo, ou o quê ando "vivendo"(??? ). Marquei a página, grifei com caneta colorida, até buscar sua total compreensão.Me veio um turbilhão de perguntas, questionamentos infindáveis que, mesmo sabendo  que não me valem de nada, são razoáveis pro meu mundo de pequenas causas. Sabe quando vc dá atenção demais pra coisas que são de menos??? É assim!
O que estava eu fazendo?? Dizendo??? Planejando??? Observando??? E, aonde estava "eu"??? Será que me encontrei??
Das coisas que quero, que busco e que sonho, estão devidamente catalogadas no meu caderninho, mas esse é humilde e singelo, dando espaço pra mais e mais coisitas entrarem, pq sonhos são transformados, ampliados, libertados pro mundo de realizações. Quero pouco, mas é tão pouco que me consome muito! Meus dias são, além trabalho, reflexão, demasiadamente de libertação no sentido da fé.
Mas essa pergunta martela: "Que estava eu fazendo?"
Deixei passar coisas, pessoas, sentidos e desejos... deixei para o próximo ano mais uma viagem dos meus sonhos (aguardem), deixei uma pessoa esperando, o telefone tocando, uma mensagem sem resposta.... apenas deixei. Deixei de ser "EU" muitas vezes... mas da vez que me encarei de verdade, foi no escritório, diante de 11 colegas de trabalho, 4 gestores  e 1 diretor... Portanto, que estava eu fazendo naquela sala?? Abusei de mim mesma, apesar da timidez, gosto de integração! E não é que o assunto foi, trabalho mais diversidades, contei sobre viagens, pessoas, culturas, idiomas, sustentabilidade, projetos, sonhos.... ao sair da sala meu telefone toca, já estava feliz, apenas isso, não sabia o que poderia acontecer, mas estava aliviada por eu mostrar meu Eu ahaha. Trrrimm, trimmm, Alô! Olá Tati, sou eu o gestor da sua dinâmica... ungkupt! pois bem, pode falar. Vc nos mostrou um modelo diferente e o mundo é a sua casa! A vaga é sua! Fiquei feliz pq além da conquista pela promoção, eu, Me conquistei, de verdade.
O que estava eu fazendo??!!!
De uns tempos pra cá, minha conectividade com este mundinho virtual está um tanto abalada, mas mesmo nesse corre-corre, tento registrar, com carinho, minhas pequenas e insólitas histórias. Quero ser vovó um dia e contar histórias para crianças, num mundo já diferente do que vivemos hj! Quero ler e reler o que de fato, me construiram: meus sonhos! Portanto, o que estava eu fazendo, quando meu blog foi premiado como um dos melhores do BR??? (vide selo ao lado) Se, de fato é um dos melhores do BR, sinceramente não sei e prefiro continuar não sabendo, pois, o que importa pra mim é a maneira mais simples e romântica que venho  desenhando este bloguinho. Mas quero sim, agradecer ao site pelos elogios e as pessoas que entram e que mandam comentários seja aqui ou via e-mail! Até um cara lá da Indonésia escreveu por aqui! Thank you!!!
Digo que postar está difícil, pois meus dias incrivelmente terminam com 24 horas rodados. Hj mesmo lavei roupa à meia noite (2ª vez, ainda estou no processo de relacionar-me com a máquina), horas atrás chegava de um dia de trabalho, de um dia de inglês (sim, voltei, 2 anos em Barra do Piraí, + uns anos em Volta Redonda, dessa vez eu acabo logo com isso, I hope so much)!, sem contar na academia e na hidroginástica (estou verdadeiramente feliz com esse negócio, a malhação é forte, mas nada se compara estando na água, como um peixe, ahaha)... Não é que conheci uma francesa, a Silvie que mora do outro lado da rua...Oui Madame, ou seja: Je m'apelle Tatiana. Très bien! Estou gostando muito das aulas de frânces! Silvie me faz lembrar da minha querida professora de espanhol, Rossana... uma boliviana que me fez admirar não só sua língua, mas tb a amar seu país e sua família de lá... salar de Uyuni, eu acho que foi tão fantástico que parece até q nao fui... surreal, não?!
O que estava eu fazendo??? Que precisou alguém perceber e não eu, que minha inocência não podia ser mais aquela de 10, 20 anos atrás, que minha risada não podia ser mais aquela de criança feliz que acorda até os vizinhos e que minhas roupas deveriam mudar, mesmo que só fosse ali, na esquina comprar pão, mortadela e guaranita deveria me vestir como se estivesse indo ao trabalho! Precisou alguém ou "alguéns" me avisar(em) de que eu cresci! O que estava eu fazendo? Talvez estava vivendo, estava feliz, sei lá, comer pipoca e escorregar da cadeira do cinema de tanto rir não faz mal nenhum!
E o que ainda faço eu, que não prestei atenção em tudo que me falaram??? O que eu faço? Tenho feito?? Uma coisa eu sei: achei  uma árvore de jabuticabeira e um balão colorido pra colocar no meu jardim! Não é lindo o balão??!

Sexta-feira, Outubro 30

Expedição Guatemala - FiM


Vulcão Pacaya, pura atividade

A chegada. Sim, consegui! Desafiei tanto a lei da Gravidade quanto a minha própria lei de existência. Quebrei barreiras. Conquistei um visual surreal. Valeu a pena... meus dias na Guatemala valeram mmmuito, cada segundo.
Esqueci de comentar: um lindo "perro" subiu com a gente, era da guia, ela foi atrás até lá, lá no alto. Nos acompanhou passo-a-passo! Como havia falado tb, post abaixo, o garotinho foi a cavalo, porém até esse ponto ai da foto, o animal já não conseguia mais firmar-se no chão. Era pura terra do vulcão!
Bateu fome, o marshmallow estava lá, em alguns varetos alheios. Abri minha bolsa, bebi o resto de água que tinha e a barra de chocolate, pq mais parecia um manjar dos Deuses, derretida, estava mais que saborosa, era minha única refeição. Sentamos por ali mesmo, percebi que o chão estava beem quente,´claro, ao lado saia fogo, aquele vapor que parece boca de forno de casa de Vó. O chão afundava, surreal mesmo. Sorte minha de estar, naquele momento, com meu tênis guerreiro de todos os momentos, dos melhores, dos surreais, dos corriqueiros...
Prontos para descerem? O.K! Só que vamos descer de bunda. ??? Isso, bunda! Então fomos, quem ficou muito pra trás comia incessantemente poeira. Aquilo levantava de tal forma que tudo ficava preto. Huuulllll, vamossss, mão daqui, bunda de lá... descemos, até que parei pra tirar meu tênis, era pedra e areia, batia, socava e não parava de sair. Dei um UP no meu pé, coitado, a meia de branca estava com um tom amarelo mais um pretinho básico. (mas ela teve salvação). Pegamos todo aquele circuito mato até chegar lá no fim que foi o início, a partida!
 E de volta, com poucas e óbvias palavras, terminei um assunto com uma linda garota norueguesa que estava de vacaciones em Guatemala, ela vive na Nicarágua, dando aula de inglês voluntariamente para crianças de lá. Eu ainda abandonarei tudo e seguirei sem destino, sem prumo, sem rumo... (- changing lifestyles)....
... Mais uma vez em Antigua, perdida, encontro com Ton pela rua com amigos, abracei-o e logo me despedi, não aguentava ficar de pé, meus pés já não aguetavam, pediam arrego! Então, amigos, foi asssim, desse jeito que vos conto, com a alegria de quem, humildemente e verdadeiramente mostra um canto, uma aventura, uma descoberta! "Sei lá, sei la... só sei que é preciso paixão!"


Hum, mais uma coisa: não espere grandes realizações, grandes feitos e desfeitos. Não espere e não espera. Revele-se, corra, faça valer... Se quer sair de onde está, vá! Se quer abandonar algo que te angustie, largue! Se quer mais pra si, procure! Se quer amar, respeite! Se quer chamar a atenção, gritar e espernear, apenas sussurre, pq assim como falará de alma para alma! Se quer ser, seja verdadeiro, com vc mesmo! Ou se quiser chutar o balde, *foda-se, a vida é sua! Nós podemos ser e fazer a diferença. Sempre de um jeitinho acolhedor e amigável, pq estaremos sempre interligados por alguma teia que se envolve em outra, mais outra e mais e mais e....
Até amigos, com mais expedições...

Domingo, Outubro 25

Expedição Guatemala - PaRtE 6


Vulcões na Guatemala
(...) Sabe quando vc chega em casa toma aquele banho, depois deita na cama. Deita e relaxa... Fechando os olhos, passando as mãos nos cabelos, se enrolando nas cobertas  e mais uma vez fechando os olhos e agradecendo a Deus a Sua Companhia. Por fim, esperando o dia amanhecer... Pronto, foi desse jeitinho que encarei meus dias, ou melhor, minhas noites, naquele hostel em Antigua... Sempre, mas sempre com a sensação de que o dia seguinte seria fantástico...
Dessa vez o passeio escolhido foi: Parque Nacional "Volcan de Pacaya". A aventura começou em Antigua, as 06:00hs. Levanto e bebo um suco de laranja quente que havia comprado dia anterior e um biscoito ao qual o pacote já se encontrava aberto. Senti quando dei a primeira mordida, molengo assim, parecido comigo, as seis horas da manhã...
Uma van nos leva ao parque, tinham pessoas diversas: brasileira (eu), americanos do norte, e alguns europeus - noruegeses e franceses. Depois de 1 hora, mais ou menos, chegamos no local. Na base, se pode comprar biscoitos, bebida e sopa. Dá pra se ter uma noção da expedição rumo ao vulcão, só de ver as pessoas que chegavam. Voltavam  cansadas, rostos sujos de preto. Porém falantes e vibrantes. Algumas crianças, guatemaltecas, vizinhas do parque, vendiam duas coisas importantíssimas: varetas de pau e marshmallow. Isso mesmo, desse jeito... algumas pessoas até compravam... Procurei alguma coisa mais simples de se carregar, comprei uma garrafa de água e uma barra de chocolate. 
A caminhada começa e, primeiro, algumas dicas da guia, uma menina de 17 a 18 anos, crescida ali. Me senti super tranquila, ela deve conhecer o caminho de olhos fechados.  Em nossa equipe havia um casal de franceses com uma criança de 4 anos de idade. Na primeira etapa a criança foi em cima de um cavalo, na segunda, o animal já não mais se permitia continuar, o chão estava cada mais escorregadio, cheio de pedras e areias, numa inclinação tamanha que ele não quis se submeter. Deixamos o cavalo retornar, e partimos com o menino já ao chão. Permitam-me corrigir: sua mãe era francesa e seu pai guatemalteco. Percebi isso quando, o garoto de 4 anos falava as duas linguas tranquilamente. Fomos então conversando, seu pai me disse que havia conhecido a sua esposa, lá na Guatemala e que  fizeram um passeio ao vulcão, hj estariam lá, refazendo o passeio, mas com su fruto. Seu filho. Confesso que no começo eu e mais alguns da equipe, ficamos preocupados com aquela criança, mas não é que a mãe o preparou direitinho, com calçado Timberland, calça cargo, jaqueta, chapéu e protetor solar, o garoto foi em um ritmo até considerável. Loucura? Não acho, os pais sabiam que estavam fazendo e por vezes o garoto pegava a máquina de tirar fotos e registrava aquilo que achava interessante. Por vezes pedia a mãe para que segurasse as pedras mais bonitas que ele achava no caminho, tudo assim, com a maior naturalidade como quem vai ao parquinho brincar. Quem sabe um dia eu volto lá, com meu filho tb! :) (...)
(...)Foram duas horas de caminhada, um ajudando o outro: segurando no braço pra subir,etc...
A primeira parte era dentro da mata, caminhávamos entre árvores, matos, pássaros... e subida, muita subida. A segunda parte já era o próprio vulcão, subíamos em solo inclinado e arenoso, com pedras, a cada movimento engolíamos aquele pó e o suor no rosto fazia uma espécie de grude, minha cara ficou preta. A medida que andávamos víamos o vulcão cada vez mais perto, totalmente ativo, de longe dava pra ver a fumaça saindo de dentro de sua cratera... Parávamos pra admirar, já não tinha mais força pra tirar fotos. E não podia desistir, pq o caminho agora era todo de areia, e a cada subida rolavam pedras, sapatos e os ânimos "morro a baixo".


No próximo post mostrarei a fúria do vulcão e pq de se levar marshmallow..... até amigos!

Terça-feira, Outubro 13

Expedição Guatemala - PaRtE 5

uma pintura de um maia que vi!
(...) Ainda por lá, em Atitlán, bateu uma fome! Resolvi pegar um barquinho de volta, pq exatamente na hora em que admirava o horizonte, me deparei com um garoto gritando: barco saindo, barco saindo! Não pensei duas vezes, fui! Não pq não tinha nada pra fazer por lá, pelo contrário muita coisa legal, coisa raiz mesmo, dialetos, exposição de quadros, tudo isso, mas resolvi procurar um lugar mais calmo, mais pacato, mais assim, a minha cara! Sem contar que tudo era mais caro, vivem inteiramente para os turistas, ao contrário da simplicidade do outro lado do lago, o lado mais pacato.
Foi ai que dentro do barquinho, sentei do ladinho, quase que no colo ahahaha de um australiano, porém até aquele momento não sabia quem era... Até que aquele balanço começou e a volta foi mais animada, apenas guatemaltecos, eu e o australiano. Eles riam como uma pura felicidade, como que se estivéssemos no Brasil sairia desse jeito: "se a canoa não virar olÊ olê olá, eu chego láaa!" Até que começamos a rir tb... ele com seu estilo meio punk, meio emo, batendo em meus ombros sempre que o barquinho sacolejava, eu o olhava de rabo de olho, pensando: será q puxo papo, será q fico quieta? Não demorou muito pra ele abrir um dicionário em inglês-espanhol e me perguntar como fala uma palavra em espanhol. Nao me lembro qual era a palavra, mas aquilo já virou motivo de um bom papo e um almoço...
Ele usava um Ray-BanWayfarer preto, uma calça preta bem coladinha no corpo, um allstar preto de cano alto e uma camiseta branca! Um loirinho bem estiloso... Chegamos a superfície - superficial!
Tom (seu nome) me contou que dormiu na aldeia por 5 dólares a diária e que só voltou pq queria ir pra Antigua tb. Contávamos sobre viagens, ele estava no México fazendo curso e resolveu descer, na Am Central.... Foi muuuito agradavel , até pq colhi todas as informações necessárias para o México, ao qual ele já tinha vivido! Bom, como sempre, meus papos terminam no Lonely Planet, abrindo uma página daqui, dobrando outra lá e foi assim... Até que resolvemos beber suco numa barraca, o mesmo veio num saquinho, isso mesmo, polpa de laranja num saquinho, e assim fomos chupando aquele saquinho, resolvemos parar pra almoçar... O prato foi o da casa... Um peixe que esqueci o nome com guacamole - não gostei desse tal de guacamole! Mas comi, ahahahah. Dividimos uma boa cerveja e um momento super importante, um brinde então a amizade e as ocasiões da vida!
...Como sempre, o fim se aproximava, minha partida estava próxima, caminhamos mais um pouco e ele me presenteou com aquelas cordinhas pra colocar em óculos, muito colorida, tipica da região! Tenho gaurdada para eternizar aquele momento!
Até breve, amigos, contarei no próximo post sobre Vulcão Pacaya!
E um esbarrão com Tom em Antigua!

Segunda-feira, Outubro 12

Expedição Guatemala - PaRtE 4

Lago Atitlán, o mais lindo do mundo!
Acordei beeem cedinho, peguei o necessário e, saindo de Antigua parti em direção ao lago mais belo do mundo! O lago Atitlán!
Uma brisa, muito da gostosa me sucumbia... Na plenitude do ser, eu, sozinha apreciava o que de fato me constrói, a viagem!
Parei na estrada pra tirar algumas fotos e ver de longe o lago, uma vista panorâmica do lugar já me dava a sensação muito boa. Um verdadeiro cartão postal.
Um pouco de história: o lago se situa nas terras altas da Guatemala, no departamento de Sololá. Mesmo sendo considerado o lago mais profundo da América Central (vide Lonely Planet guide), o seu fundo não foi ainda completamente estudado e a sua profundidade máxima seja de 340 metros, cobrindo uma área total de 126 Km², sendo rodeado por escarpas altas e por três belíssimos vulcões adormecidos. Atitlán é famosa tb, pelas vilas e aldeias maias situadas nas suas margens. Lá vc se depara com diversas aldeias, fazendo passeios de barco uma a uma, percebendo traços e cultura maias em que se prevalecem os trajes tradicionais. Os maias de lá são, predominantemente tsutuiles e caqchiqueles. Durante a conquista espanhola das Américas, os caqchiqueles inicialmente aliaram-se aos invasores numa tentativa de derrotar os seus inimigos históricos, os tsutuiles e os quichés, mas foram eles mesmos derrotados e submetidos quando recusaram pagar tributo aos espanhóis.
Santiago Atitlán é a maior das comunidades situadas à beira do lago, sendo conhecida pelo seu culto a Moximón, uma espécie de ídolo formado por fusão de deidades maias, santos católicos e lendas de conquistadores. Apesar da predominância da cultura maia (dos seus trajes, dialeto, gastronomia) das comunidades à beira do lago, a maior delas, Panajache, tem sido invadida por turistas ao longo dos anos. Atraindo muitos hippies e ambulantes. Hoje as comunidades dependem inteiramente do turismo.
Foram encontrados vários sítios arqueológicos maias no lago. Sambaj, que se encontra atualmente a cerca de 20 metros de profundidade.
Um segundo sítio, Chiutinamit, onde foram encontrados vestígios de uma cidade, foi descoberto por pescadores locais que "repararam no que parecia ser uma cidade submersa".
(...) Chegando bem perto das embarcações, pude escolher a q estava já saindo, a já estava com os lugares ocupados, restando o meu. Assim o preço é dividido por todos. O sol ainda não havia se manifestado, antes de entrar no barquinho, conversei com uns vendedores de cordão, vi que eles, ali mesmo faziam cordões com arroz. Eu sempre gostei, lembro do último que comprei em Peruíbe - SP, lá pedi pra escrever meu nome no arroz e ao mesmo tempo, perguntei se podia tirar fotos, foi uma verdadeira diversão, ficava desafiando o rapaz, dizia que ele não conseguiria escrever, e ai ele disse: se quiser, eu escrevo até seu sobrenome! hahahah Bom, corri pra pegar o barquinho táxi e fui! Dentro do lago mais bonito, pude perceber o pq de tamanha beleza, uma beleza natural, uma beleza artística de Deus! Conforme o barquinho acelerava aquela água gelada batia no meu braço, no meu rosto. Estava em extase total, pq, vendo todos, ali sentados, mesmo assim, não escutava a voz de ninguém, estava no meu mais puro "slow down".... Estava curtindo aquilo lá em sua plenitude, absorvendo e me alimentando de boas sensações.
Cheguei na comunidade, pronto! Ali o que mais tinha, por metro quadrado: turistas! Um verdadeiro caos de gente procurando lembrancinhas com os hippies, procurando restaurantes pra matar a fome e matar a curiosidade dos sabores daquele magnífico lugar. Procuravam tb, um entendimento, como se a cada passo dado, uma recompensa. Como se estivessem ali por mérito, por exploração, por convicção! Digo isso, pq algumas pessoas destoavam o ambiente seguro e calmo. Me senti tão sozinha, tão envergonhada, não sabia o que fazer. Fui convicta que ia achar uma aldeia, uma comida, uma gente, um traje... vi além: hotéis, restaurantes, turistas, moda! Mesmo tímida e sem muito o que fazer, resolvi seguir meus instintos de sei lá o que, resolvi buscar o mapa do tesouro, corri atrás do verdadeiro lugar o que me cercava. Conheci algumas pessoas locais, crianças, roupas e comidas.... Conversei com uma guatemalteca com traços fortíssimos maias e ela ao mesmo tempo, traçava um calendário maia em miçangas, já completavam seus 3 meses de trabalho manual!
E não para por ai, no próximo post falarei mais sobre esse lago e suas comunidades, o almoço incrível com um amigo australiano. Aguardem!

Por hj, deixo aqui, alguns traços soltos da Guatemala, alguma coisa que preenche, deixo aqui, palavras de um índio escritor da Guatemala: Humberto Ak'abal.
"Um poeta maia quiché. A sua poesia encontra-se publicada em francês, inglês, alemão e italiano, além da língua original (quiché) e espanhol. "
Cada um com sua sombra -
Amanhece.
O sol come a neblina
e começa a pintar
caminhos,
árvores,
casinhas,
bichos,
gente...
E pra cada um
faz uma sombra.

Sábado, Outubro 3

Expedição Guatemala - PaRtE 3

Mulheres na estrada na Guatemala
(...) Estava convicta de que o desconhecido e que talvez, o inesperado se aproximavam! Aquela velha sensação de perguntas sem respostas: Sou eu mesma quem está aqui, "it´s now"??? As vezes me pergunto, p q eu gosto tanto de desbravar, de viagens (inter - externas)??? Gosto tanto, com tanto amor que isso, de um certo modo passa para os outros... Tento, então transmitir aquilo que me dá prazer, me eleva, que me consome, que me alimenta... Que me é verdadeiro! Por esses dias recebo um telefonema da NatGeo... (contarei em outro post) (...)
Volto na viagem, relembrando o que vi e o que vivi!
Já bemmmm satisfeita com Antigua, já com aquela porta do vizinho na cabeça, porque só assim pra chegar no albergue (as ruas, na minha concepção, muito iguais, um labirinto), apesar de não querer sair mais de lá, fui tomada por uma vontade louca de conhecer cidades próximas (isso é normal, quando estiver por lá, saberá o q estou dizendo), fui então a Chichicastenango, Panajachel,Quetzaltenango, Atitlan.... Tudo assim, subsequente!
A estrada era boa, a paisagem perfeita... porém muita curva e muita subida... Deparei com um carro levando apenas , mulheres atrás! O céu lindo, tudo prometia para coisas boas! Minha percepção nas cidades foram os trajes femininos, como havia falado é um páis um tanto machista, os homens bem moderninhos, sandálias, calça jeans, camisetas com desenhos e nomes de marcas famosas... Agora, as mulheres, me fizeram voltar ao tempo, trajes devidamente culturais. Todas, sem exceção com a mesma vestimenta, pareciam a mesma pessoa, sempre! Uma espécie de pano enrolado na cintura, fazia o papel de saia e uma blusa grossa bordada a mão fazia um entrelaço no pano de baixo. As meninas tb usavam esses trajes. Até que entrei num mercado de roupas, ou melhor, traje típico guatemalteco, me deu até vontade de comprar, porém, colocari-o aonde??? Conheci uma simpática mulher que me ensinou como amarrar o pano nas costas com um bebê dentro! Muita cultura, muita raiz tem esse povo!
O passeio foi fantástico, pude conversar com o motorista, pude admirar uma família inteira de suecos na mesma van q eu... O pai era o intérprete do bando, a menina, sua filha, linda que chegava até doer, o menino, cheio de espinhas no rosto, não parava de tirar fotos...A mãe, meio confusa, por vezes se perdia num ponto fixo! Eu fui na frente, mas me empenhava em olhar para o retrovisor, queria compartilhar essa aventura, mesmo sem eles saberem! ahahaah Trocamos algumas poucas palavras, até pq misturava espanhol com inglês, minha cabeça estava muito perdida... E perdida assim continuei indo, até chegar num ponto qualquer... Engraçado, eu ainda nao cheguei num ponto! Espero nunca chegar!

Uma frase bacanérrima que tenho guardada e que só podia ser de Martha Medeiros: "Estão perdendo a viagem aqueles que não sabem de onde vieram nem tentam descobrir. Que não sabem para onde ir e nem tentam encontrar um caminho. Aqueles para quem a televisão pode tranqüilamente substituir as emoções"
Até logo amigos, Hasta amigos, See you later... com mais expedições Guatemala e lago Atitlán!

Quinta-feira, Outubro 1

Expedição Guatemala - PaRtE 2

Impressões de Antigua
Olhando o "Lonely Planet", percebi um pontinho muito charmoso no meio da Guatemala, um pontinho ao qual eu resolvi conhecer, Antigua. Peguei então um "school bus", paguei 3 dólares. Sozinha, admirei a paisagem, admirei a natureza... A viagem foi muito rápida, coisa de meia hora mais ou menos, cheguei.... Perguntei os horários de ônibus de volta e fui aproveitar aquele lugar. O charme era tanto, minhas impressões aumentavam, minha ausência se estabelecia... eu estava viajando naquele lugar... Não quis ir embora... Tive que ir, voltei a Guatemala City, dormi lá e dia seguinte fecho a diária e volto para Antigua, cheia de mochila, bolsas, mas fui... Claro, dia anterior aproveitei pra fechar um albergue, ao qual dei muita sorte, esse albergue era uma espécie de agência de viagens tb... lá reservei passeios fantásticos que contarei em outro post!
Antigua foi a primeira capital da Guatemala, seus prédios coloniais são bastante conservados e preservados. As ruas se parecem muito, portanto, cuidado, digo isso pq me perdia várias vezes... Andava muito e esquecia que uma hora tinha que voltar, até q um dia coloquei alguns pontos como referência: uma padaria da esquina e a porta de madeira do vizinho do albergue! As ruas são fantásticas! Coisa de cinema! Coisa simples e preservada!
O que mais me encanta nas viagens, além da beleza natural dos lugares, sem dúvida também é a beleza natural das pessoas, o modo como se vestem, como se expressam. Admiro raizes e tradições! As crianças são lindas, como me identifico com elas. (colocarei uma foto minha aqui dos tempos de criança, vcs perceberão a semelhança)
Antigua, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979. E de fato, é linda.
Na Praça Central, e como toda praça de cidade do interior, tem seu charme, seu requinte, há uma fonte (construída em 1738) que fica iluminada a noite. À frente, está a Catedral de Santiago, fundada em 1542, destruída por terremotos e sempre reconstruída. É belíssima, com estilo barroco. No seu interior, uma tumba com os ossos de Bernal Diaz del Castillo, conquistador espanhol morto em 1581. Ainda próximo a praça, estão o Palacio de los Capitanes (1558) e o Palacio del Ayuntamiento (Conselho da Cidade, construído em 1743).
Conheci um australiano e seu ponto de referência era o El Arco (um gigante arco amarelo ligando os dois lados de uma rua). Atrás dele, pode-se ver a Igreja La Merced (1548). Ela e todas as outras sofreram as ações dos terremotos, mas foram restauradas. A mais notável é a Iglesia de San Francisco, construída na metade do século XVI. Uma parte dela (do lado direito)algumas partes ainda estão intactas.
Entre as ruínas, a que mais impressiona, pelo tamanho, foram as da Igreja e Convento de La Recolección. Construída entre 1701 e 1708, foi destruída por um terremoto em 1773.
Um ótimo lugar para se tomar café é o Café Condessa, na praça central. Perfeito!
Aliás, não pode deixar de comprar pó de café guatemalteco tb, comprei pra minha mãe, e o perfume ficou por horas e horas na cozinha, e que delicia de café!

O albergue era Onvisa - agencia de turismo! Paguei pelo quarto com tv a cabo(via a novela da globo lá), paguei também, os passeios para outras cidades, fechei tudo com eles... não me lembro do preço, mas valeu mmmuito a pena!
Comia numa rede de fast food tudo com galinha... tudo de frango! era gostoso e simpático, pq até os funcionários se vestiam como tais!
Aaaa foi sensacional, continuarei no outro post com Antigua e como fiz pra chegar no Lago Atlitan e as cidades que passei!
Hasta lueggo amigos e lembrem-se: a simplicidade nos faz enxergar muita coisa do bem e que faz ummm beem! :)

Segunda-feira, Setembro 28

Expedição Guatemala - PaRtE 1

Fronteira - El Salvador / Guatemala
Capital: Guatemala
Moeda: Quetzal (1 dólar – 8 quetzales)
Principais cidades: Guatemala, Mixco, Villa Nueva, Chinautla, Amatitlán, Quetzaltenango, Antigua
Fuso horário: -3 horas em relação ao Brasil
Preço de passagem rodoviária: 17 dólares - El Salvador a Guatemala
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... Percebi que, minha mochila já não estava mais como antes. Carregava em minhas costas um trambolho pesado, ligeiramente deformado... E não sei o que deu na minha cabeça, mas comprei, em El Salvador, duas garrafas de cerveja, salvadoreña e outra mexicana, não era pra beber, comprei pq elas tinham uma forma bem ousada, uma garrafinha de vidro afinada na ponta, se entrelaçando até o meio; conclusão: tive que comprar outra mochila!(...)
(...) Ainda no albergue, pela madrugada, enquanto eu fechava "mis equipajes", duas americanas voltavam de uma festa... Por fim, pego as mochilas (uma pra frente outra pra trás), a bolsa de mão e meu chapéu Panamá... Fiquei até tonta com aquele peso todo...
Hora de acertar as diárias, não sei pq, mas a moça do albergue não quis me cobrar os dois últimos dias que eu estive lá... ou seja economizei 13 dólares. E o acesso a internet? Ela tb resolveu me "agradar", ou seja, economizei mais uns 15 dólares... Agradeci humildemente! (Será q ela ficou com pena me vendo como andarilha?, rs)
Chamo , então, um táxi! Paguei 5 dólares pela corrida, logo fiz meu chekin na empresa TicaBus (vale lembrar que em alguns países, da Am Central, não existem rodoviária, cada empresa tem o seu terminal, em cada ponto da cidade.)
Fiquei bem confortada,sentei na última poltrona, dessa vez ninguém ao meu lado. O ônibus partiria às 06:00 hs da manhã e chegaria 12:00 hs em Guatemala City. Adiós El Salvador! (...)
(...) Depois de algumas horas, o motorista acende as luzes do ônibus, sinal de que chegamos à fronteira. Essa, nem precisei descer, o próprio motorista se encarregou de pegar o passaportes, porém na entrada a Guatemala, já do outro lado da rua, tivemos que sair do ônibus, uma verificação rápida e tudo pronto!
Algumas horitas mais, eis que surge a cidade, Guatemala! Dessa vez nada me assustou, desci tranquilamente do ônibus, logo me vejo dentro de um táxi abrindo a página já marcada do "Lonely Planet" pra dar a "dirección" para o taxista - Hotel Ajau, se eu não me engano paguei 10 dólares a diária. Quarto com TV a cabo, ar condicionado, uma cama de casal só pra mim - que luxo! Fiquei perto do centro, das redes de fast food, do ponto de ônibus para ir em outros lugares... Até então, nada me abalava... Resolvi almoçar e andar na rua. Sozinha fui tomar uma sopa (estava com tanta vontade de sopa - todos os lugares que fui eram excelentes)... Aaaa estava me sentindo super bem, com aquela sensação: uau, estou tão habituada! Puro engano, quando chamei um táxi, o cara vira pra mim e fala: cuidado heim, vá apenas nos que têm um adesivo colado no vidro, esses sim são os credenciados. Eu pergunto: - e os outros? Ele disse: ladrões se passando por taxista. Naquele momento engoli com uma certa dificuldade, porém fui procurar um taxista credenciado e, acheiiiii! Pronto, tudo certo, tranquila, relaxada, abro o vidro do carro e começo a registrar o lugar, com a minha máquina, nada discreta, dava um clique aqui, outro ali... eis então que o taxista freia o carro, vira-se para trás e me dá uma bronca! Não faça isso, menina, quer ser assaltada? Arregalei os olhos, pedi desculpas, fechei o vidro e segui com ele! Pude passear pelo centro histórico, vi museus, catedrais, praças, monumentos, mas pouquíssimas fotos! Até que volto ao albergue e releio o Lonely, não tinha reparado numa frase que dizia: esta cidade é a mais perigosa da Am. Central... PQP!
Na verdade, somos tomados por informações, aos quais nos metem medo (se eu levasse em consideração tudo que lia sobre minha viagem, com certeza não estaria aqui, relatando os caminhos que andei. Não teria pisado nessas terras alegres, culturais, exóticas e belas). Porém, quero dizer que não é perigoso, muito menos que não devêssemos ler com devida atenção essas informações, porque são sim, bastante pertinentes. Mas relaxe, vá com roupas simples, sem jóias... e não saia a noite sozinho! Nunca se esqueça de conselho de pai e mãe (isso tb me ajudou muito)...
...Bom, se vc estiver na Guatemala e fugindo de redes de fast foods, procure restaurantes que lhe sirvam uma boa comida guatemalteca: tortillas, tamalitos, tamales, tacos, enchiladas, chuchitos... Pratos de origem maia tb é o forte, como feijões e etc. As bebidas mais tradicionais são: arroz com leite (isso mesmo que vc leu), refresco de jamaica (fruta da região) e caldo de frutas.
Haaaa e não se esqueça: não se surpreenda, as pessoas guatemaltecas, de fato são simpáticas e educadas. Obter informação é muito fácil.
A cidade da Guatemala é de fato perigosa, entrei a noite no Mc Donalds e na porta tinha um guarda armado com uma arma tão grande que arrastava no chão... Pra vc ver, pode ser até perigosa, mas é bem protegida ( coisa que não vemos por aqui). Fique tranquilo e desfrute desse lugar...
Hasta amigos, com mais expedição, falarei de Antígua, a cidade mais lindinha q já vi!

Sábado, Setembro 26

A primavera dentro de mim!


girassol no meu jardim
Mesmo sabendo que o tempo passa, que a vida acontece e que as distâncias separam, eu ainda cultivo flores nos jardins. Cultivo com uma leve esperança de um amanhã mais colorido, mais primaveril! Cultivo, também, flores alheias, as que não vemos, as que moram dentro da gente!
E então, quando vejo uma azaléia, lembro de alguém...
A rosa me faz criar pensamentos à minha mãe - uma mulher delicada, perfumada,aveludada. Minha mãe se parece com rosa Chá, uma cor simples porém viva e duradoura...
Quando rego meus cactos, lembro da minha irma mais velha, isso porque dificilmente se molha um cacto. Não é pela aparência áspera e seca, muito menos pelos espinhos pontiagudos, lembro dela pq cacto me faz sentir orgulho. Vejo então, uma pessoa forte e sensata nas decisões, não precisa de muitos mimos e cuidados, sozinha sabe muito bem enfeitar os lugares que passa e sua semelhança se dá pela razão, pela firmeza e pela maturidade. Crescer, evoluir, transcender... Ela é decidida, sensata e inteligente.
Comigo-ninguém-pode, me faz lembrar da minha outra irma, na verdade não se parecem na estrutura, apenas o nome já diz sua personalidade. Mas as vezes assemelho a um manjericão, cozinha como ninguém e seu prato nunca falta uma folha fresquinha perfumando o ambiente, dando sabor e cor aos alimentos!
As ervas medicinais, elas todas, me fazem lembrar do meu querido pai, pode ser pela sua sabedoria e também pela sua importância na vida das pessoas, mas é pq meu pai é um natureba de primeira, lá em casa tem de tudo e mais um pouco. Se quiser um chá ele te dará!
Não falarei de todos aqui, são infinitos diante de um post como esse... mas se um dia vc quiser saber que planta vc representa pra mim, é só me perguntar!
Enquanto a mim? Não me vem nada em mente, prefiro cuidar dessas mencionadas aqui para tirar um bom proveito de todas! Mas eu tenho uma em especial as Onze horas... flores singelas, pequenitas e delicadas, belas ao sol, se fecham a noite. Ou melhor, abertas recebem a energia, fechadas, se "resguardam" por um tempo! Talvez pq elas sabem que a noite não tem ningúem para apreciá-las, portanto economizam beleza!
A minha paciência é tão somente para as flores (deve ser por isso que procuro uma semelhança para com as pessoas): quando encontro com as orquídeas; quando aprecio as tulipas; quando crio um mosaico de calanchuês fortes e coloridos; quando faço muda de violeta...(...)
Entrincheiro-me na minha própria alma (diálogo d'alma), na minha própria existência...
Alguns hiatos se encaixam nas minhas recordações, mesmo insignificantes, eles ainda são indispensáveis (muito complexo). Algumas plantas se encaixam no meu dia a dia, nos meus hiatos(...)
No post antigo,conto sobre um veludo branco que nasceu em meu quintal, aliás um antigo quintal. Hje venho aqui, mostrando um novo jardim, e um veludo amarelo cresce rapidamente... Além dos meus bonsais, dentre outras, aprecio uma planta que ganhou até meu nome, um presente muito do especial no momento certo! Aliás as coisas são, verdadeiramentedo do jeito que tem que ser, quando chega a hora certa! Não decidimos nada, as coisas acontecem!
As vezes me sinto frívola, incapaz de agarrar uma idéia concreta, incapaz de perceber a verdade, pois tenho medo do que é objetivo, isso sim, me soa falso.
Portanto o que import é que a primavera chegou e comigo estará pra sempre, aonde quer que eu vá. Carrego comigo a esperança, a felicidade, a descoberta e as flores.
Quero estar sempre na primavera, e que ela esteja sempre dentro de mim!
Até amigo, no próximo post falarei sobre Expedição Guatemala - aventura

Quinta-feira, Setembro 10

Expedição El Salvador - FiM

foto do entardecer
... Vale lembrar que, neste lugar, neste longínquo lugar, não tinha televisão, rádio, telefone fixo ou móvel e nem internet! Um gerador funcionava pela noite! Estava desconectada do mundo!
Quando percebi que, não falaria com amigos muito menos com alguém da família, me assustei um pouco.
Nem remédios, nem roupa de frio, nem nada de emergência o que levei foram apenas protetor solar e repelente! (...)
(...) No fim de tarde, depois de um belo banho frio e com os pés no chinelo piso naquela areia fina e delicada que invade todo o albergue, ando até chegar a cabana, sinto um pouco de areia entre meus dedos ainda molhados, caminho em direção a ela, a cabana. Até que vejo de novo, Hector, o filho da Dona Maria que brincava sozinho por lá, chamei-o, então percebi que se ficasse mais uma hora sozinha, talvez escorreriam lágrimas em meu rosto ou "escorreriam" palavras duras e tristes em meu caderno. Ele então me fez companhia, até que sua mãe pensava que estaria me incomodando. -Por favor, não o tire daqui, eu estou conversando com ele. Eu precisava dele naquele momento, olhava-o e sentia uma leve angústia: como aquele ser ali sozinho brincava e nem se quer nunca me viu antes, nem sabe de onde vim. Pergunto a ele: -Conhece o Brasil? Ele disse que sim, só de televisão, e ai então eu disse a ele: pois bem, vim de lá! -E vc, sabe aonde fica seu país no mapa? Ele nunca tinha visto um mapa antes, foi ai então que abri meu "Lonely Planet Central America" e com todo carinho e felicidade, mostro seu país, El Salvador... ele então toma o guia de minhas mãos e procura o lugar ao qual ele vivia. Não achamos (era tão remoto que nem no Lonely tinha), procurei então o lugar aonde o pai dele trabalha, uma outra cidade, achei! Eu vi a felicidade verdadeira no rosto de um menino simples e com pés sujos e descalços. Resolvi pegar meu bloquinho de anotações e dei a ele, entreguei tb minha caneta e perguntei: vc sabe desenhar? Ele me disse com muito orgulho, sei sim! E me disse mais: -O que vc gostaria que eu desenhasse? Não soube responder. Ele o desenhou e com aquela mão pura e delicada desenhou-o com flores no caminho. (O desenho de uma criança diz muita coisa). Sua mãe, mais uma vez o chama, ele então resolve ir pq já estava tarde. Me vi novamente sozinha, levantei e fui caminhar, olhei pro mar e vi muita coisa! Vi sim, muita coisa que meu coração sentia. As estrelas brilhavam, piscavam e iluminavam minha noite. Aquela brisa e um vento no rosto sacudia minha alma. Aquele silêncio fatigava minha existência. Chorei! Voltei então a cabana, sentei na cama e escrevi. Escrevi com muita força, com muita vontade. O ventilador girava meio torto, os mosquitos pousavam de 1 em 1 nos meus braços, nas pernas. O barulho do vento me assustava, a escuridão lá fora tb. Por vezes pensava em apagar a luz pra entrar em conformidade com o lugar, pra não chamar atenção de quem passava. Mas quem passaria ali? Ninguém. Mas até esse ninguém me metia medo. Resolvi voltar pro mar, queria ver a chegada das tartarugas, esperei e elas não vieram. Volto pra dormir de verdade vendo aquele ventilador que girava torto, a janela aberta porque não tinha vidro suficiente pra fechá-la. Chorei. Chorei pq lembrei dos meus pais, da minha vida... e tão somente da minha dor!Obrigada Deus! ... Boa noite a todos!
Dia seguinte caminho pelo outro lado do albergue fiquei encantada, encontrei um lago e pude admirar outra coisa sem ser aquele mar gigante. O lago já não me dava a idéia de infinito, como o mar e Hector lá, sempre comigo!
Chegou a hora, a minha hora, a de partir. Pego as minhas coisas e saio, Hector me acompanha até a porta. Fiquei de joelhos pra abraçá-lo e o agradeci pela comanhia. Ele riu. Fui embora! Volto a estrada, volto naquele carro cortado atrás, volto naquele ônibus velho americano e volto! Volto a San Salvador e a minha realidade...
Mais um dia em San Salvador, um dia de pupusas sem gosto, um dia amigos no albergue. Conheci um rapaz de Israel e uma linda menina do Canadá, a gente se esbarrou na cozinha, cozinhávamos todos ali e sem ao menos nos conhecermos... Jantamos juntos (macarrão), logo fomos para um bate papo, rimos muito do garoto, ele era meio aloprado e qtinha uma máquina idêntica a minha.. com zoom tudo e tudo! A linda garota estava de passagem e esperando seu namorado mexicano. (As pessoas procuram mais El Salvador pra surfar)...
... Contei a eles um pouco da minha experiência com o mar... percebi que, só estando lá pra sentir, pra se "autoconhecer", falando assim não dá! rs.....

Por hoje, não me veio ninguém em mente pra postar, poderia falar de algum clássico, ou alguma frase inspiradora... mas resolvi, então a escrever uma só frase:

I wanna rule my destiny!

Hasta amigos e no próximo post, Expedição Guatemala (ojalá)

Quarta-feira, Setembro 2

Expedição El Salvador: PaRtE 3

fomos juntas a Barra de Santiago

... Depois da capital, consegui algumas dicas da proprietária do albergue, ela é norueguesa, isso mesmo, após uma visita a El Salvador, ela nunca mais voltou pra sua antiga casa, lá na Noruega! (será que ela já viu cabeça de bacalhau por lá?) Tenho muita vontade de fazer uma Expedição a Escandinávia... voltando a El Salvador: bom, ela me disse q se eu quisesse descansar, caminhar, deitar na rede, comer um bom peixe e ficar longe de turistas, que era pra eu ir numa comunidade de pescadores ao norte de El Salvador, pois bem, fui eu lá, e ela tb me indica um outro albergue, ficando nessa comunidade, esse albergue era dela tb. Capricho´s Beach House (optei por ficar em cabana, mais barato e sendo mais a característica do lugar)

Acordei às 07:00 hs, tomei "desayuno" (panquecas com geléia e café bem forte). Peguei então um microônibus até o terminal Occidente (aquele estranho que falei no 1º post de El Salvador),entro em outro ônibus para uma cidade chamada Sonsonate, a 1 hora de El Salvador, depois em Sonsonate pego outro ônibus, esse iria a fronteira com a Guatemala. Tinha que tomar muito cuidado pq se passasse do ponto poderia voltar à Guatemala. Parei então a Barra de Santiago. Como sempre estava num desses ônibus escolares americanos, dentro tinha muuuuita gente, muito calor, e muuuita música! Por vezes entrava e saía vendedores ambulantes, com os mais variados produtos: melancia cortada, coco cortado, água no saquinho, banana em tirinhas fininhas e fritas... Sentei ao lado de um rapaz , sabe quando vc se sente nada a ver com o ambiente, me sentia um ET, todo mundo me olhava e ria, achei até que estava com alguma coisa grudada na cabeça, passava a mão , mas não saía nada. Até que puxei papo com o cara ao lado, disse a ele que iria a Barra de Santiago e que estava calor ali, não?! Ele me olhou espantado, parecia cena de filme quando a gente dá um PAUSE, e eu apenas mexendo o corpo. Pronto, ferrou, pensei. Vi também que outras pessoas me olhavam meio assustadas. O cara me disse: Tu hablas español! Eu digo: Si, como no?! Ele disse: Eres argentina? Eu disse: ......! Brincadeira, eu disse: Noooo, "ái" por favor, soy brasileña! Senti uma leveza no ar, acabou que ele me ajudou pra caramba, ao ponto de levantar junto comigo, puxar a cordinha e por vezes gritava pro ônibus parar. O motorista estava meio tarado pra chegar no destino final. Eu acho q mais umas 4 horas eles chegariam na Guatemala. Desci! Ninguém mais. No meio de uma estrada, cheia de mato, atravesso a rua quase que involuntariamente, minhas pernas iam! Cheguei do outro lado, vi um carro cortado atrás e algumas pessoas subindo, eu perguntei como fazia pra chegar em Barra de Santiago? E eles me falaram: subindo aqui! Paguei uns centavos de dólar e subi. Pulei meio sem jeito com a ajuda de um garoto. Sentei e na minha frente uma senhora feliz, ela foi curtindo o vento na cara até o seu ponto final, ria, se divertia, até posou pra foto! Aproveitei pra filmá-la tb (aguardem no vídeo Expedição El Salvador)! Decidi então, a levantar, segurando o chapéu viro pra frente, uma mão no panamá Hat e a outra no suporte de madeira improvisado. Fechei os olhos e senti aquela brisa, aquele vento invadindo meu rosto, entrando pelos meus cabelos! Chegamos, o rapaz super gentil me deixa na porta do albergue. Coisas estranhas estavam acontecendo... coisas muito estranhas. Não tinha NINGUÉM no albergue, exceto a Dona Maria e seus filhos que cuidavam do lugar.
Deixo então minhas coisas na cabana (dormi numa cabana bem simpática, porém quente e cheia de pernilongos)! O banheiro era pelo lado de fora, pra se chegar até lá, tinha que passar por um caminho invadido pela areia de praia... ia dormir sempre com vestígios de grãos pelos pés, rs! Pedi a ela que preparasse o peixe que a norueguesa me indicou. Fabuloso, ou melhor, "esquisito" e fui então a explorar aqueles cantos de lá! PQP, ninguém na praia.

Apenas alguns pescadores chegando de um dia de trabalho, poucos homens, mas que sumiram de repente do meu campo visual. (será que eles me viram?)
Andei, mas andei tanto até meus pés não aguentarem mais e mesmo assim não vi o fim da praia, foi ai que descobri o infinito: olhava pro céu, olhava pro mar e olhava pra frente! Não via o final de nenhum desses lugares! O infinito me fez ter algumas fortes reações: gritava, corria de olhos fechados, chorava alto, sentava, deitava... abria os braços! Encontrei o infinito, sim, ele existe! Junto a ele veio a solidão, foi ai que senti o peso e o poder desta palavra! Percebi que, é fantástico viajar sozinha, viver sozinha, pensar sozinha e SER sozinha! É muito maravilhoso ir e vir sem ter hora certa, prazo ou permissão. Mas seria tão fantástico assim até quando?

Este período, com alguns desencontros pude aproveitar a solidão! "Me aproveitar", "Buen provecho", como se estivesse experimentando o alimento, provando minha própria carne. Me conheci de verdade, "me abri", falei um tantão de merda e as joguei aos quatro ventos... Eu estava lá. EU, somente eu! Me transformei em "It", uma coisa! Descobri que posso ser eu (Foi a mesma sensação que tive no Salar de Uyuni, Bolívia). Saí de lá totalmente compreendida de mim mesma, louco isso. Não durou muito tempo, aliás nunca dura, bastou dar as costas ao infinito desse lugar, tudo voltou, lentamente... e voltei aquela pessoa cheia de dúvidas, cheia de ilusões e com falsas impressões... fui me estabelecendo. Juro, só estou conseguindo relatar, aqui pra vocês, porque está tudo escrito, lá escrevi bastante, coisas sem nexo, sem pé nem cabeça, coisas jogadas (como eu estava) mas que naquele momento tinham muito fundamento pra mim. Hoje penso que poderia ser um pouquinho diferente, poderia ter compartilhado esse EU, essa solidão com mais alguém, talvez esse alguém poderia me contar como eu estava, como eu era, e eu, poderia contar a esse alguém como ele estava, como ele era. Senti, de verdade, Deus pairando naquele infinito! 100km de praia não é mole não!
*como já escrevi bastante por aqui, basta! Falarei em outro post sobre a vida noturna desse lugar... Até! UFa!

Terça-feira, Setembro 1

Expedição El Salvador: PaRtE 2

A imagem de San Salvador
Depois da aventura que passei na fronteira (vide post abaixo), me concentro então em San Salvador, como tudo é em dólar as coisas não são tão baratas como se pensa. Logo procurei o albergue: Ximena´s Guest House. Em uma rua super tranquila (com vulcão ao fundo) e se andar um pouco chega a todas as redes de fast food da cidade e andando mais um pouco chega ao shopping, mas pra ir até o centro é preciso pegar um ônibus.
Fui então conhecer essa cidade que tem como marco o San Salvador, assim como o Cristo Redentor está para o Rio de Janeiro.
As ruas do centro são velhas, são, em sua maioria, sujas. Todas ocupadas por vendedores ambulantes e lojinhas de souvenir (aquelas que a gente gosta de comprar qualquer coisinha pra lembrar do país visitado). Lembro tb da minha mãe: todo mundo que viaja tem que trazer um ima de geladeira pra ela... até que passando 3 meses a Alessandra (secretária lá de casa) quebra com uma facilidade... vai então meu pai juntando os caquinhos e colocando de volta na geladeira. ahahah Eu tenho mania de bandeira (compro em broches e faço um mural)
Bom, fiz uma parada pra conhecer essa tal de pupusas (uma comida típica em toda a América). Germán Reyes já dizia:- Se peruanos e chilenos reivindicam a autoria do "pisco", na América Central hondurenhos e salvadorenhos disputam na mesa a origem das "pupusas". São omeletes de milho recheados com queijo, torresmo e/ou feijão moído e preparada com ervas aromáticas da região e em San Salvador, se servia tb com repolho ou uma espécie de vinagrete. As mulheres "pupuseiras" fazem na hora, e os pedidos são bem variados. Acabei pedindo 2 e 1 copo de café . Pedi com queijo, uma espécie de catupiry. Gostei muito não, o sabor da massa prevalece e não tem gosto de milho! rs Mas comi, como todos ali! Segui então ao centro histórico, com catedrais, praças, pombos, rs Teatro... a cidade tem um charme a parte, pois, os salvadoreños são considerados como: "o sorriso da América". São bem simpáticos. Nem preciso dizer tb que, os ônibus urbanos são todos escolares americanos, isso é uma constante!
EL Salvador é um país que se vê de tudo. Se vc gosta de montanha, existem umas excursões à cavalo. Se gosta de história visite as ruinas maias. E se gosta de aventuras perigosas, cheias de adrenalinas vá algum vulcão. Se preferir tb, há uma forma de se relaxar e esquecer do mundo, a costa salvadoreña é quilométrica, de se perder de vista. Vale a pena, é de um silêncio, lá que descobri o sentido da palavra solidão! Desfrutei de admirar o horizonte deitada numa rede!

Hasta amigos e no próximo post, a costa salvadoreña!

Segunda-feira, Agosto 31

Expedição El Salvador: PaRtE 1

dentro de um ônibus na espera pra San Salvador
Nome oficial: República de El Salvador
Capital: San Salvador
Moeda: dólar americano
Fuso horário: -3 horas (em relação ao Brasil)
cidades: San Salvador, costa salvadoreña, Soyapango, Santa Ana.
*Pra entrar em El Salvador, saindo de Copán Ruínas (Honduras), o melhor é entrar primeiro n Guatemala e logo em seguida entrar por El Salvador (muito perto)
*paga-se 2 dólares na fronteira pra entrar na Guatemala - cidade Chiquimula
* não paga nada pra entrar em El Salvador
*peguei um ônibus doméstico da fronteira de El Salvador até San Salvador, paguei muito pouco, não me lembro quanto, mas me lembro que foram algumas moedas de dólar
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Ainda em Honduras: acordei às 05:30hs já estava tudo arrumado, minha mochila dormia na cama comigo, minha bolsa tb. Dormíamos na beliche e sem fazer muito barulho, pois Max dormia na cama debaixo e um casal dormia na cama ao lado, desci fui ao banheiro, joguei uma água no rosto, escvei os dentes. Vi o Max todo embrulhado na cama, me deu até vontade de vontar a dormir, pq ainda estava escuro e o frio era forte! Mas não,tinha que continuar, não podia ficar mais por ali... então dei um beijo em seu rosto, ele me abraçou e me deu boa viagem... Sai bemm devagar, e fui pra fora do albergue esperar a Van (contratei dia anterior), ela me levaria à fronteira Guatemala. Não, não contarei sobre Guatemala agora, é pq pra entrar em El Salvador e estadando dentro de Copan Ruinas, a melhor maneira foi, primeiro Guatemala (12 KM) pra depois El Salvador. Mas já digo que depois de El Salvador, pra seguir viagem, fui a Guatemala de vez...
A van chega, pra minha surpresa estava cheia de turistas, porém, nenhum brasileiro, disse bom dia a todos e fomos! A estrada era estreita e em meio ao caminho, o motorista colocava seus cds, quando alguma faixa pulava, ele retirava o cd e o atirava pela janela. Tá tudo bem, 1 só a gente até nem achou muito estranho, o foda foi vê-lo atirar o segundo, o terceiro e o quarto, a galera toda estava se entortando de tanto rir. Não achei graça daquilo, primeiro pq o infeliz estava poluindo as estradas e segundo pq era muito mal humorado. Chegamos então a fronteira, uma neblina fininha fazia parte do lugar. Descemos e já com nossos passaportes na mão fizemos uma rápida fila. Para minha surpresa, o local não tinha luz elétrica, a mulher responsável por verificar o passaporte e anotar as informações necessárias no computador, utilizava uma ferramente de trabalho inusitada, a luz de vela! Isso mesmo, quando chegou a minha vez achei meio lúdico... ela me deu uma ficha pra preencher, pois afinal, não tinha eletricidade pra ela mesma preencher no computador... e lá algumas perguntas "pertinentes": idade, cor, nacionalidade, religião e p q entrar na Guatemala... cidade da parada foi Chiquimula e logo em seguida picamos a mula pra mais um pouco dentro de Guatemala. Estava gostando tanto daquela viagem, a estrada só tinha a nossa van... eis que do nada, o motorista para, desce do carro, pega minha mochila lá do alto e joga no chão, dizendo: esse é seu destino final, pode sair. Ninguém entendeu nada, nem eu rs... meio grosso me explicou que a passagem que havia comprado só me levaria até ali e ai me disse q se eu andasse mais um pouco pegaria um outro ônibus e seguiria viagem a San Salvador. Eu disse OK! Peguei tudo, dei Adeus e esperei a van seguir estrada, pronto, agora estaria ali sozinha, mais uma vez... Caminhei até perceber um aglomerado de gente, comida e ônibus, perguntei aonde iria aquele ônibus, o rapaz me responde para a fronteira de El Salvador, e então era naquele mesmo que iria... pego viagem, pego sol na cara, pego vento nos cabelos... vi algumas fazendas no caminho, algumas pessoas entrando com sacos de rações, milho.... fomos então até a fronteira, o ônibus me "cospe" pra fora, peguei tudo e fui andando até o guichê, mostrei meu passaporte, tudo certo e perguntei: - Cómo hago para llegar en San Salvador,dime algo por favor. É só atravessar aquela ponte, simples assim. Fui então, atravessei a ponte (não tinha ningéum na fronteira, nenhum turista, nenhum vendedor de água, nada). Na ponte vejo um guarda encostado conversando com um homem... passei por eles e ele me parou (engoli seco), me pediu o passaporte (PQP, tenho q mostrar, né, o cara é polícia), eu acho q ele só queria saber de onde era. Aaa brasileña, verdad? Si, como no! P q está aqui e sozinha? Um interrogatório desnecessário, mas tudo bem... segui a ponte, e láaa no final me deparei com um ônibus escolar americano, perguntei, esta indo pra onde? San Salvador, senhorita... paguei alguns centavos de dólar e entrei... uma música (reggaeton), e todo enfeitado... depois de 1 hora mais ou menos chego então a San Salvador, meio perdida, com fome, sono e nostálgica, por vezes chamava minha mãe em pensamentos... rs Consegui um táxi e abri o Lonely já tinha marcado o albergue que ficaria... o terminal Occidente era muuuito esquisito!
Por hoje me veio algumas palavras de Guimarães Rosa:
"O real não está na saída e nem na chegada, está na travessia."
Até a próxima com Expedição El Salvador

Terça-feira, Agosto 25

Art pour l'art - fragmentos da minha viagem

artistas usando o chão da rua pra ganhar dinheiro - Itália
Essa foi, sem dúvida, uma expedição cheia de idílios, de pura "Art pour l'art"! Tive a sensação de ir pra bem longe e não voltar nunca mais... e de fato, nunca mais voltei! Hj estou aqui, mas não eu, não aquela de antes. Por isso que esses exercícios: de procurar o desconhecido, sair do seu mundo (uma imobilidade conservadora) são de grande valia, apesar de ainda não compreender esses mistérios da vida!
Minhas expedições estavam num rumo diferente, estava convicta que, a natureza, o exótico e o exotérico eram quase que fundamentais em minha vida. Me chateou quando ouvi alguém dizer: Agora ela viajará de verdade. Minha mestria apareceu, se deu no comportamento singular que tive, não respondi! Sou latina, não me canso disso e ainda têm muitos cantos, buracos, ruelas (seja lá o que ) pra explorar!
Levei um livro escolhido às pressas , Angústia de Graciliano Ramos, achei no fundo do armário da casa dos meus pais, um livro de 1936 (clássico). Não, não fui vibrando com um livro que dizia sobre sofrimentos angustiantes (o nome do livro já diz), Graciliano retratou uma vida muito simples de um nordestino que adorava ler romances numa rede no quintal de seu jardim e que via seus vizinhos, sem querer acompanhava a vida de todos, mas com um certo pudor. Uma história pura, essas que retratam a pobreza do lugar e a riqueza das pessoas...
Voltando na viagem: foram 3 paises - França, Itália e Suiça. Um frescor gostoso em Paris me deu a sensação de que estava na Europa, sim, estava lá! E foi lá que senti muitas coisas... E algumas histórias já carrego : um pedido inusitado de frente a Torre Eiffel, um pedido rápido, tímido, mas que me fez parar e não conseguir pensar, coisas que só a Europa faz com vc! Só consegui dizer SIM! (falarei mais no post Expedição França)...A Itália me fez vibrar, um ar familiar! Minha irma vive lá e então tive a oportunidade de conhecer a familia tradicional italiana (Siciliana). Ouvi histórias sensacionais do sogro dela, ele nos contou sobre a máfia, sobre seu passado como militar... me emocinou ao ver uma foto na parede: ele com a mão estendida ao Papa Joao Paulo. Enfim, o calor tb me surpreendeu, 2 dias que achei q não fosse aguentar mais... por exemplo: 41 graus em Nápolis (surreal)... E a Suiça, lindinhaaa, parece uma casinha de boneca toda bordada... sabe, parece com a tranquilidade de Barra do Piraí-RJ, 10 vezes mais rica, enquanto aqui meu pai se esforçou pra ter sua tão desejada L200, lá vc vê Ferrari estacionada em tudo q era lugar... enfim, coisas europeias... Andava depressa, com medo de encontrar o ponto encerrado. Tolice! Aquilo se passava num segundo.
Voltei com três malas a mais (com medo), uma não passou pela vigilância sanitária, sorte q só havia 1 queijinho nela...
Voltei bêbada de tanta informação, cultura, arte, quadros, igrejas, vinhos, licores, formaggios, sorvetes... voltei sem dor na perna, isso foi um avanço. Mesmo saindo às 7 da manhã e voltando às 8 da noite. Dando um "giro" completo pelas cidades. E que noite era nada, escurecia lá das 20:00hs.
Quero dizer que senti e isso é muito importante. Sentir é um exercício pra alma, botar as coisas pra dentro! rs Não há dinheiro que pague isso. Nem minhas fotos (que foram mais de 2000) irão mostrar com exatião aquilo que enxergamos e que absorvemos.
Encolhia muitas vezes os ombros, olhando aos quatro cantos, procurei no ar minha existência, minha verdadeira identidade. E estava tudo espalhado... fragmentos de quem sai de si pra entrar no mundo!
Nos próximos posts, Expedições, terminarei as da Am! Ojalá!

Quinta-feira, Julho 30

Expedição: Europa

Nem terminei de relatar aqui, minha viagem a Am. Central e um pontinho do Brasil que foi Goiás... Mas cá estou ora pois pois, escrevendo com um "pouco" de Concha y Toro na mente...Sim, acabamos de chegar da casa de um grande amigo, e portanto resolvo escrever num estado de "ubriacare"... Sim , irei para mais um desconhecido, deixando novamanente Galápagos pra escanteio, e que essa será uma viagem tão gigante nessa minha roda gigante que estou me preparando para esse grande dia. Um preparo pra vida toda - sonho é sonho, não explico, não passo, não compreendo! Apenas desabrocham como um hálito de pétalas cálidas de uma planta delicada. (O que que eu estou escrevendo?) Pois bem, volto a dizer sem rodeios que, sem mais nem menos, o destino foi e será: Europa! Quero contemplar a riqueza do sorriso da minha irma que vive por aquelas e outras bandas. E eu, pq ainda não sei explicar, estou na banda de cá! Será então, uma bunda esse mundo que vivemos? rs Que é uma bunda não sei, mas que quem faz a merda já sei!
Começarei pela França, de quebra e recalque e logo pra chegar a Itália, de lance e martírio! Sentirei um choque, já sei, já sei, todos já me prepararam, maaaaaannnsss, estarei lá, chocada ou não, num desconhecido gélido e simbólico, num patamar elevadíssimo, num cristal que se romperá fácil! Estarei num infinito borbulhando sensações. Buscarei o que é de mim, buscarei o que de fato, em mim se constroi, A viagem! Latina americana sou e pelas ruelas de algum canto deste que, de aba ou não me fará vibrar, nesse mundo que me faz suspirar muitas vezes. E depois, pra qual país? É, isso ainda não sei, dependerá do sentido que as coisas se tornarão, transformarão... Preciso disso!
"Já com Lonely Planet Europe" na mão, vou, muito bem acompanhada, vou! Pra começar, viajarei nas entrelinhas perpétuas de minha querídissima irmã, não resisti aos seus encantos. De quebra, uma notícia que me fez vibrar sem sair de onde estava, mas me fez tremeliques, um sobrinho está a caminho, a caminho... "Esperiamo! " Com a companhia de um cunhado siciliano louco pelo futebol brasileiro e um namorado turco cheio de toques, estratégias, mapas, vontades...
Por favor, não entendam com exatidão os sentidos (o sentido da coisa desse post), apenas, sonhem, assim como eu. Sonhem, acreditando que metas não são apenas submetidas numa prospecção em planilhas, que sejam visíveis ao olhos d'alma, emocionantes, admiráveis, engraçadas, fora do comum, inquestionáveis, involuntárias....(as palavras fogem quando quero expressar meus sentimentos).
Canto então, pra passar as horas, passar mágoas, passar s medos, passar a noite, "pra curar meu porre lá na boemia!" - como já dizia Matinho da Vila. É o vinho hj me pegou, logo num dia cheeeeio no trabalho. Obrigada amigos resendenses!
Hasta la vista, e até setembro com mais expedições. :)

Quinta-feira, Julho 23

Mudança: outra casa, outra cidade, outros ares

olha o que nasceu no quintal!
Muitos colhem aquilo que plantaram... Na verdade fui contemplada (como se tivesse feito um consórcio), sim, ganhei! Nem semente, broto ou muda... nem plantei... muito menos reguei. Simplesmente saiu esse veludo branco em meu quintal... E nem posso dizer que merecia, pq nem cuidei com devido carinho. Talvez a felicidade seja um pouco disso: no corre corre diário, um dia, um belo dia, alguma coisa nos faz parar. Alguma coisa toca a gente, toca no fundo da gente!
Recebo uma visita calorosa dos meus pais quando um suspiro de minha mãe me chama a atenção: aaaaahhhh que lindo! Eu respondo: quem, onde, cadê?? Até que poderia ser o Tom Cruise passando na rua... ou até pensei que fosse a tartaruga do vizinho, que foge quase toda semana (e que amo)... Mas não, não era nada daquilo, minha mãe nem disse nada, apenas apontou, pronto, com o dedinho ela me mostra a leveza em meio ao matagal que se transformou meu quintal... Olho. Olhei. Não posso descrever a beleza Per-fei-ta da natureza, a beleza de Deus. Deus reina em meu jardim!
Mas o assunto do post não é"Mudanças"? Mas e a flor? Quem irá cuidá-la? Quem irá apreciá-la? Quem irá regá-la? Pois é jardim, meu jardim... estou partindo. Já sabia que esse seria meu destino. Não conseguiria me prender a sua beleza por muito tempo. Não consigo ficar por muito tempo... Ficar não é comigo, sou da expressão de: estar! Não tenho endereço fixo (nem quero)... pq se me prendo a um lugar me prendo ao vício! Estou de partida para o longe... mudo de rua, de casa, de vida.( Já morei em república, já dividi quarto,já morei/moro só) Resolvi então a mudar de ares. Minha trasferência pra outra cidade saiu... já logo penso em outra, aquela que me jogue láaaa pra longe, aquela que me candidatei - outro país, te quiero! Mucho gusto en conocerte! Porsupuesto! Enfim, uma coisa de cada vez...
Portanto, adeus quintal, adeus rua, calçada do dia a dia, adeus ponte, adeus portão, adeus cidade, adeus!
E não foi atoa que me disseram q sou desprendida das coisas... e tb das pessoas. Claro, concordo! Assim como meu pai me deixou ser, me deixou escolher, me deixou voar... Deixo tb vcs, meus amigos, deixo-os partirem, viverem, caminharem... Que sejam do tamanho de seus sonhos, que acreditem!
...Engraçado, né, esse lance de amar, cada um tem seu jeito. Uma vez recebi uma crítica por ser ausente para com minha família. P q as pessoas querem tanto a carne, tocar e serem tocadas? Não vejo Deus e sei que Ele existe, sei que Ele nos ama!
Amar é: respeitar, transcender, evoluir... Eu os amos e os respeito, afinal são minhas raizes, aqui na Terra. E muitos jovens ainda próximos aos pais conseguem esquecê-los: se drogando, se matando, se ferindo...
Minha força e inspiração estão neles, como se falassem pra mim: vai!
...Deixo então a cidade(Volta Redonda-RJ), nossa, como é bom quebrar nossos próprios paradigmas... Não gostava dela, não mesmo, a poluição me incomodava, o barulho idem... Foi ai que por ironia do destino ou pelo Divino trabalhei por um período dentro da maior siderúrgica da Am Latina - CSN, através do banco, em que trabalho pude ver os negócios, pude ver da onde que tiravam o pão de cada dia... pude acompanhar os investimentos, as certezas, as receitas... as variações do mercado. E então com poluição ou não, 70 % da cidade ou até mais depende dela, da CIA do aço. Se aquilo fecha... nem quero pensar. Lá dentro tem 4 instituições bancárias, sei lá quantos refeitórios... sei lá quantos empregados...Enquanto a solução sustentável não vem... eles continuam de turnos ou de ternos, buscando o pão de cada dia.
Deixo então o trabalho daqui, depois que trabalhei dentro da usina fui para outros ares, cá e lá, reuniões, cursos, amigos. Amigo, o que me marca mais... E o cafezinho?? Deixo-os com a certeza de que ainda iremos nos cruzar... Sei que tb me deixam, me deixam ser!
Chegou a hora de dizer obrigada, claro:
Deus, sem a sua proteção, não saberia pra onde ir, hj já sei aonde chegar!
Pai e mãe, obrigada por acreditarem em mim, até quando eu mesma duvidava!
Crianças, obrigada pelo sorriso, pela sinceridade. Continuem acreditando e sonhando!
Natureza: aos olhos de Deus, vc me constrói, renova minha "bateria", me acalma. Minhas raizes são tão profundas quanto as suas!
Amor: Da maturidade que se consegue rir, quando em outros tempos choraria.
Amigos: amizade é um meio-amor. Falo daquelas amizades para as quais apenas sou: uma pessoa com manias, ilusões, tristezas, erros e acertos. Para eles, apenas sou, verdadeiramente!
Quero continuar, quero ir... quero estar! Quero deixar... quero encontrar! Ainda quero muito mais! E que venham as mudanças, mais amigos, mais lugares, mais responsabilidades e, de preferência, com mais flores no jardim!

Sexta-feira, Julho 17

Expedição: festival Vale do Café

praça em Vassouras-RJ

Todo ano, em julho acontece um dos maiores eventos que a região já viu. Não digo de Exposições Agropecuárias, não digo de shows de duplas sertanejas, nem de equipes como: furação 2000! Falo sobre o circuito do café no vale paraíba... O Festival Vale do Café, que esse ano acontece de 16 a 27 de julho, chega a sua sexta edição como o principal evento turístico e cultural do calendário de inverno na Região do Vale do Café.
Me orgulho pq fui criada nessas cidades.
O evento é realizado em todas as cidades que tiveram sua participação no período colonial - a programação está no site da TV Rio Sul e em um site que mostra com mais detalhes todo o EVENTO e conseguiram unir o festival com algumas manisfestações culturais, como: Jongo do Quilombo São José, Caxambu Renascer, Jongo de Barra do Piraí, Jongo da Cachoeira do Arrozal, Jongo de Pinheiral, Capoeira Arte Rasteira, Abadá Capoeira, Caninha Verde de Ferreiros, Itakalango, Êta Calango, Folia de Reis Estrela Guia, Folia de Reis Lázaro e Maria e Rezadeiras.
"Reafirmar o papel do Cortejo de tradições no Festival Vale do Café é reafirmar a diversidade da cultura brasileira." E a assessoria de MKT é da própria faculdade de Vassouras, com um amigo de décadas - Marcelo Maracajá. As programações vão desde espetáculos nas praças, cortejos de tradições, até uma visita a uma fazenda com uma mega evento te levando ao passado! Vale do Café, vale muito a pena, um passeio de um fim de semana... conhecendo tb, a nossa história, a história dos meus familiares. Que abrange: Vassouras, Valença, Rio das Flores, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Miguel Pereira, Engenheiro Paulo de Frontin, Paracambi, Mendes, Barra do Piraí, Piraí, Pinheiral, Volta Redonda e Barra Mansa.
Convido a todos um passeio como esse, com toda a família, caso não consiga vir no festival, as cidades ficarão abertas pra te receber. Acolhedoras, simpáticas e repletas de histórias...
Pude conhecer em anos passados algumas fazendas como: a da Prosperidade em Ipiabas - RJ, da família Muniz de Barra do Piraí, a fazenda Taquara em Barra do Piraí, Vista Alegre - Vassouras , casa da Era em Vassouras... algumas fazendas em Dorândia, Pinheiral, Coservatória... essas não foram inclu´pidas no roteiro, mas que tb valem mmmuito a pena... Meu sonho poder passar em todas. Só em Barra do Piraí tem : Hotel Fazenda do Arvoredo (Antiga Fazenda Santa Maria, Fazenda Ponte Alta, Fazenda São João da Prosperidade, Fazenda da Taquara, Fazenda Aliança...
Existe um livro que reune fotos de todas as fazendas preservadas da região - contando um pouco das historias, eu tenho esse livro, mas deixei com alguém em algum lugar... enfim, vale ver ao vivo, vale, vale, Vale do Café!
Tenho lembranças simples, porém acolhedoras desses lugares. Gosto, gosto sim...
Um bom fim de semana a todos e um bom passeio ás suas raizes, as nossas raizes!

Quarta-feira, Julho 15

Expedição São Paulo Capital

saboreando as cores no mercado
Um fim de semana frio, meio nublado, p q não passear em Sampa?
São desses passeios que valorizo, convites como esses são dignos de um SIM sem pestanejar...
Uma confusão de carros, gente, apartamentos, ruas, comidas... uma grandiosa cidade!

Bela, intelectual, cheia de história, sentimental, romântica, inspiradora de vários músicos, moderna, séria, extrovertida, profissional, casual... Afinal, o que define São Paulo? Não conseguiria definir com exatidão o que representa uma das megacidades do mundo. E tb não conseguiria definir o que ela apresenta para o mundo. Minuciosamente desenhada por multinacionalidades, um verdadeiro "samba do crioulo doido": culturas, crenças, formações e ideais. A grande metrópole bandeirante é cosmopolita, por vocação e adoção. Estas e outras tantas faces estão presentes na arquitetura dos prédios, nas ruas, no paladar de suas sugestões gastronômicas e trejeitos de uma gente que não para, essa foi a minha sensação.
Destaco a cidade por abrigar um complexo cultural brasileiro beeeem significativo. É ainda uma das capitais internacionais da gastronomia, destino fixo de grandes eventos, feiras e exposições mundialmente reconhecidas, entre outras tantas referências. Já foi palco de acontecimentos marcantes que envolvem desde as margens do Ipiranga, passando por revoluções políticas, culturais e protestos em favor da democracia. Uma correria nas calçadas uma lentidão nas estradas... gente, carro - tudo se encaixando nessa mega estrutura poluidora :(
A Igraje da Sé é única... a estação da Luz é ampla, cheia de história. E a Ipiranga com a Av São João?? só podia terminar em música, né! E o mercado? O pão com mortadela - e.n.o.r.m.e! e o bacalhau pendurado?? Sampa vc é bela dentro de suas proesas!



caetano traduz algumas coisas, subliminarmente, claro:
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas...

Terça-feira, Julho 14

Como é grande o meu amor

68 mil pessoas - emoção
Que dúvida cruel. Põe cruel nisso! Roberto Carlos no Maracanã ou Paulinho da Viola no Canecão?? Deus, o que faço, como faço? Bom, fui a critério de: 50 anos de música do Rei, músicas que marcaram e marcam gerações e gerações... a suavidade e romantismo em suas letras... e um eterno galã da música latina. Bom, já me convenci! Se bem que Paulinho seria uma opção fora do comum (relatos de quem foi) relembro então, uma música que de fato, sempre que ´posso canto para os meus ouvidos! "Desilusão, desilusão,Danço eu, dança você na dança da solidão..."
Enfim, como as escolhas acontecem, querendo ou não, acontecem! Desde: com que roupa? Com quem? Pra onde? Quando? Vou. rs
O show dos 50 anos de carreira do rei Roberto Carlos reuniu 68 mil fãs no Maracanã.
Na minha percepção tinham mais mulheres do que homens. Pensei: homens envergonhados de desfrutar um momento romântico. Mas é claro que, num toque de super astral vi sim, homens agarradinhos, relembrando os momentos de "brilhantina".
O rei fez parte da adolescência de meus pais, do toca-disco da minha vó, da fita cassete da minha irmã, do porta retrato da minha tia. O rei faz parte das letras mais romanticas da história, de tema de celebrações matrimoniais e de Karaokês pelos bares da vida - se é brega ou não, por vezes sinto falta disso, sinto falta de dinamismo e carinhos (nas palavras e gestos)...
Num calhambeque azul entrou no palco começando com os clássicos em celebração às bodas de ouro de sua história.
Quando ele disse:"Essa é a maior emoção que eu já senti em toda a minha vida. Parece um sonho. Se eu estiver sonhando, não me acordem até o fim do show". Pode ter certeza, foi a minha tb - pensei que depois do Rogers Waters, não teria uma batida de .coração mais forte...Tive um descompasso fulminante, isso sim...
Tem noção do que foi? Olhar pro lado e ver um casal de 60 anos mais ou menos se beijar por ouvir uma música que talvez os marcou? Eu me arrepiava! rs
Vieram : Eu te amo", "Além do horizonte", "Amor perfeito", "Detalhes", Emoções...
Até a chuva veio... No momento: "Nossa senhora, me dê a mão cuida do meu coração..." e quem disse q alguém estava preocupado com a benção de São Pedro?
hahah Algumas pessoas me acham meio "exótica", brega e nostálgica por demais, explico: meu maior sonho é assitir um show do SidneyMagal, Martinho da Vila. Adoro cantar: os melhores do samba raiz, lambada de Beto Barbosa... adoro um chorinho... e choro quando alguma musica me emociona. Pronto, contei. Chorei no Maraca :"eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras nao sei dizer, como é grande o meu amor por vc! escuta só.
Quero muito viver esses "momentos lindos"... "em paz com a vida e o que ela me traz...se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi"!!!!!!!!!!!!!

Segunda-feira, Julho 13

Expedição Honduras - FiM

1200 A.C - os maias
Não, a história das Américas nao se resume em Machu Picchu, na vila dos Incas... apesar de que, os arrepios foram tantos por aquelas bandas,que a energia me consumia até os fios do cabelo... mas ainda temos os Maias e os Aztecas... então , bora conhecer um pouqinho por aqui!
A cidade pré-colombiana de Copán fica a oeste de Honduras, no Estado de Copán, perto da Guatemala. apenas 13 Km separa os paises. E a 1Km da cidade - um passeio fantástico a pé.
O maior sítio arqueológico do período clássico da civilização maia é esse ai, uma das mais notáveis civilizações do Novo Mundo, com arquitetura e escultura bastante significativas e delineadas. Copán é uma Cidade-Estado riquíssima em monumentos e símbolos sagrados, com um total de 38 grandes estelas (espécies de totens) e monumentos que representam divindades da natureza e do cosmo, além dos grandes reis-magos solares que ali reinaram. Era uma cidade de sacerdotes, onde praticamente todas as atividades estavam ligadas ao autoconhecimento e à auto-realização espiritual. E quando vc entra nesse lugar, observa alguns monumentos, senta ao lado de outros... vc percebe a dimensão e o que foi e como foi. Na verdade vc não terá muitas respostas, mas são das perguntas que se cria alguma coisa...O nome original, maia, de Copán é Xukpi. O sítio arqueológico de Copán sofreu muito com as forças da natureza nos séculos em que estiveram abandonadas, até a sua redescoberta. Houve diversos terremotos e nenhum dos tetos se manteve intacto. A principal escadaria que continha inscrições (Hieroglyphic Stairway, feito pelo Rei Smoke Shell) estava desmoronada quando redescoberta, porém árvores centenárias com raizes enormes entravam por essas escadarias, fazendo uma elevação no solo. O rio Copán, que fica perto desse sítio, mudou o seu curso e inundou uma parte da cidade. Além disto, as edificações foram invadidas pela vigorosa selva tropical que, periodicamente se incendiava, causando danos consideráveis às pedras calcárias das construções. E ainda a população cresceu muito e que os recursos da agricultura não foram suficientes para mantê-la. Foi quando tiveram que começar a importar comida de outras áreas. Começaram a expandir-se para as terras férteis, ao longo do rio Copán e, com isso, muitas áreas foram devastadas, resultando em grandes erosões. A civilização que habitava Copan (cerca de 20.000 habitantes) deve ter vivido ali por volta de 1200 A.C ou até antes dessa data. Tiveram também uma significativa atividade comercial. O primeiro europeu a ver as ruínas foi Diego Garcia de Palacios, um representante do rei espanhol Felipe II, que viveu na Guatemala e viajou até essa região. Em 1576, ele teria escrito ao rei sobre as ruínas encontradas. Mas, na época, apenas 5 famílias viviam ali e nada sabiam, então quase três séculos se passaram até que outro espanhol, Juan Galindo, visitou as ruínas e fez o primeiro mapa da região.As escavações no local só começaram no século XIX. Em 1996, o local foi aberto à visitação, com o museu e, mais recentemente, com os túneis e sepulturas.Alguns objetos pessoais encontrados nas tumbas estão hoje nos museus hondurenhos.




passei um dia inteiro lá, nessas ruínas onde pude sentir muitas coisas... Muitas pessoas vão com seus inseparáveis livros de viagem e sentam... a paz e o silêncio é tanta grandeza que vc absorve a energia em cada ponto, em cada parada... Um hondureño - um dos guias do lugar estava lá, contemplando... issoé nosso, hondureño. Isso é seu!
Me vem na cabeça Manoel de Barros - que me encanta a cada passada de página...

"...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós."

Hasta amigos e em algum próximo post falarei de Expedição El Salvador :)